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Formação qualifica 1,6 mil professores da rede municipal  – CGNotícias

O aprimoramento do ensino básico mobiliza cerca de 1,6 mil professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) ao longo do mês de agosto em Campo Grande. Os educadores, atuantes nas turmas do 1º ao 5º ano, integram o segundo módulo de formações vinculadas ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e ao programa MS Alfabetiza. 

A estruturação dos encontros foca em estratégias atualizadas para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. O objetivo central é acelerar a alfabetização e viabilizar a recomposição de aprendizagens das crianças matriculadas no sistema público. 

A abordagem metodológica divide-se de acordo com a faixa etária dos estudantes. Para os docentes do 1º e 2º ano, as atividades exploram o tema “Tecendo saberes que potencializam o processo de alfabetização em Mato Grosso do Sul”, abordando a leitura, a escrita e o pensamento matemático. Os profissionais do 3º ao 5º ano integram o módulo “Diálogos teóricos e práticos no ensino da leitura, da escrita e da matemática em contextos plurais”. 

A agenda de qualificações ocorre nos dias 10, 11, 13, 14, 17 e 18 de agosto, abrangendo seis unidades da Reme. Além do conteúdo programático estruturado, as reuniões abrem espaço para a troca de estratégias didáticas entre os profissionais. 

A professora Isabel Cristina Gonçalves de França, da Escola Municipal Orlandina Oliveira Lima, utilizou o espaço para compartilhar uma tática criativa aplicada a uma turma de 5º ano. Para despertar o interesse literário, ela selecionou um livro marcante da sua própria infância e passou a apresentá-lo em capítulos, criando pausas de suspense na história. 

“Eu pensei: eles estão mais ou menos na idade que eu tinha, por que não? Vamos arriscar. Às vezes, eu parava justamente no momento em que achava que ficaria um suspense, para que eles retornassem na próxima aula”, contou. 

A dinâmica despertou a curiosidade da turma e elevou drasticamente a participação dos alunos nas aulas. “Às vezes, a gente pensa que o aluno não tem tanta competência para a leitura como realmente tem”, destacou Isabel. 

A circulação de vivências reais constitui a essência do projeto de formação contínua. O diálogo cooperativo entre os educadores facilita a replicação de métodos bem-sucedidos e inspira a construção de novos roteiros para a evolução intelectual dos estudantes campo-grandenses.